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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

LEVÍTICO

AUTORIA - O Livro de Levítico é o terceiro livro das Escrituras Hebraicas do AT atribuídos a Moisés. Em 1.1, o texto se refere à palavra do Senhor, que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia; isso forma a base de todo este livro das Escrituras. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo
DATA DO LIVRO - Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. XV aC e a última alternativa no séc. XII aC) até a época de Esdras, durante o retorno (séc.VI aC). A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata.
PALAVRA CHAVE - Santidade, e esta palavra em várias formas é falada muitas vezes; santificar, santíssimo, santo, santuário, limpo e santidade.
VERSÍCULO CHAVE - 19:2: "santos sereis, porque eu, o senhor vosso Deus, sou santo". Outro versículo que diz a mesma verdade é 11:44.
CONTEXTO - A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. Ela vai além do assunto de sacrifício, embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus, mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro, pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. O ensinamento de Jesus Cristo—”Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mt 7.12)- reflete o texto de Lv 19.18, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
PROPÓSITO – O livro de Levítico é um guia extenso, que mostra ao povo de Deus como deve ser o dia-a-dia de seu relacionameto com Deus e com outros membros da comunidade.
DESTINATÁRIOS - 1.2, Deus falou por meio de Moisés com o povo de Israel acampado no monte Sinai.
TEMAS - Em hebraico, o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra, que significa “E ele chamou”. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro, que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. O título é um pouco enganoso, uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza, santidade, todo o sacerdócio, a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro.
Algumas vezes, o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão; entretanto, de acordo com a tradição primitiva, foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade, que os sábios judeus consideravam de importância primária. Eles sentiram que, antes de proceder a outros texto bíblicos, as crianças deveriam, antes de mais nada, ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. A Santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico, descrevendo a santidade da presença divina. A santidade está sendo separada do profano, e santo é oposto do comum ou secular.
Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. Os holocaustos (hebr.olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e, portanto, algumas vezes é chamado de oferta queimada. As ofertas de manjares (hebr. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino, indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr.shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. O sacrifício pelos erros (hebr.chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. Asham), também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação, é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas, normalmente pelo uso de um falso testemunho. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta.
Além dos sacrifícios, o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. O Ano de Descanso refere-se à emancipação dos escravos israelitas e pessoa endividadas, bem como à redenção da terra (ver também Ex 21.2-6; 23.10,11; Dt 15.1-18). O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel, bem como o povo, pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. As terras, portanto, devem ter um descanso depois de cada período de quarenta e nove anos (Lv 25.8-17), o que ensina o domínio de Deus, a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente.
CRISTO REVELADO - Cristo não é especificamente mencionado em Levítico. Entretanto, o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo, entretanto, esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.

O ESPÍRITO SANTO EM AÇÃO - Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro, a presença de Deus é sentida em todo o livro. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade às ações e louvor do povo. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados, mas está no meio das pessoas, à medida que elas o louvam. Elas devem ser santas como Ele é santo.
 ESBOÇO DE LEVÍTICO
I. A descrição do sistema de sacrifícios 1.1-7.38
Os holocaustos 1.1-17
As ofertas de manjares 2.1-6
Os sacrifícios de paz ou das graças 3.1.17
A Expiação do pecado 4.1-5.13
O sacrifício pelo sacrilégio 5.14-6.7
Outras instruções 6.8-7.38

II. O serviço dos sacerdotes no santuário 8.1-10.20
A ordenação de Arão e seus filhos 8.1-36
Os sacerdotes tomam posse 9.1-24
O pecado de Nadabe e Abiú 10.1-11
O pecado de Eleazar e Itamar 10.12-20
III. As leis das impurezas 11.1-16.34
Imundícias dos animais 11.1-47
Imundícias do parto 12.1-8
Imundícias da pele 13.1-14.57
Imundícias de emissão 15.1-33
Imundícias morais 16.1-34

IV. O código de Santidade 17.1-26.46
Matando por alimento 17.1-16
Sobre ser sagrado 18.1-20.27
Leis para sacerdotes e sacrifícios 21.1– 22.33
Dias santos e festas religiosas 23.1-44
Leis para elementos sagrados de louvor 24.1-9
Punição para blasfêmia 24.10-23
Os Anos do Descanso e do Jubileu 25.1-55
Bênçãos por obediência e punição por desobediência 26.1-46

V. Ofertas para o santuário 27.1-34
 Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo / Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo; Mundo Cristão, 2003.
Bíblia Plenitude
www.palavraprudente.com.br/estudos

Compilado por:  Asp. Cláudio Carmello

NÚMEROS

AUTORIA - Tradicionalmente, a autoria é atribuída a Moisés, a personalidade central do livro. Nm 33.2 faz uma referência especifica a Moisés, registrando pontos sobre a viagem no deserto. O título em português Números é tirado de seu título (arithmoi) na tradução grega do AT (a septuaginta), seguido pela Vulgata (numeri). No texto hebraico, o nome do livro é No Deserto , tirado da linha de abertura. “Falou mais o senhor a Moisés, no deserto do Sinai”.
DATA - Assumindo a autoria mosaica, provavelmente o livro tenha sido escrito por volta de 1400 aC., pouco antes de sua morte. Os acontecimentos deste livro ocorrem durante cerca de 40 anos, começando logo após o Êxodo, em 1400 aC.
PALAVRA CHAVE - Serviço, Trabalho, Guerra, Jornadas
VERSÍCULO CHAVE - 10:29: "Nós caminhamos para aquele lugar, de que o Senhor disse: Vô-lo darei".
CONTEÚDO - Parte do livro tem caráter histórico, e parte tem caráter legislativo. É o livro da peregrinação, da guerra, do serviço, e, infelizmente, das faltas.
A divisão dos livros de abertura do AT em cinco livros ou pergaminhos (chamado “o Pentateuco”, significa “Cinco pergaminhos”) não deve obscurecer o fato de que cada um dos cinco livros é uma continuação do precedente. Moisés, cujo nascimento é contato no Ex 2 e cuja morte é narrada em Dt 34, é a figura que une a história do Êxodo até Deuteronômio.
O Livro de Número continua o relato do período mosaico, que se inicia com o Êxodo. Começa com Israel ainda no Sinai. A entrada dos israelitas no deserto do Sinai é registrada em Ex 19.1. Israel deixa o Sinai em Nm 10.11.
Número tem duas divisões principais: 1) a seção contendo instruções enquanto ainda no Sinai (1.1-10.10); 2) a viagem no deserto que cobre o itinerário do Sinai até as planícies de Moabe através do Jordão da Terra Prometida (10.11-36-13). As instruções no Sinai lidam com a preparação para a viagem, e o resto do livro conta a viagem em si.
As instruções no Sinai (1.1-10.10) cobrem uma variedade de tópicos, mas aqueles que lidam com o preparo da viagem dominam. Os caps. 1-4 lidam com uma série de instruções para numerar (fazer o censo de) vários grupos, seguido de um relatório de concordância com o mandamento. Os caps. 5-6 lidam com a imundície ritual, a infidelidade marital, e os nazireus. No cap. 7, os líderes do povo trazem ofertas para o tabernáculo. O cap. 8 fala da consagração dos levitas. O cap.9 lida com a Páscoa e a nuvem e o fogo; o motivo do preparo é reconsiderado em 10.1-10, onde são dadas instruções para que sejam feitos sinais com as trombetas.
A seção de Nm que lida com a viagem (10.11-36.13) tem duas partes principais. Em primeiro lugar, 10.11-25.18 descreve a destruição de geração que vivenciou a libertação do Egito por meio do Senhor. Os pontos-chave nesta parte são os relatos das queixas, rebeliões e desobediência da primeira geração, que levou à morte deles.
A segunda subseção (26-36) narra a preparação da segunda geração para a entrada na Terra Prometida. Começa com um novo censo (comparar com o cap. 1), observando que toda a primeira geração, exceto Josué, Calebe e Moisés, morreu no deserto. Essa seção termina com a distribuição da terra entre as tribos depois de elas terem entrado na Terra Prometida.
CRISTO REVELADO - Jesus Cristo é retratado em Nm como aquele que provém. O Apóstolo Paulo escreve sobre Cristo que ele era a pedra espiritual que seguiu os israelitas pelo deserto e deu-lhes a bebida espiritual (1Co 10.4). A pedra que deu água aparece duas vezes na história do deserto (cap 20; Ex 17). Paulo enfatiza a provisão de Cristo às necessidades de seu povo, a quem libertou do cativeiro.
A figura messiânica do rei de Israel é profetizada por Balaão em 24.17, “Vê-lo-ei, mas não agora; contemplá-lo, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel”. A tradição judaica interpretava este verso messianicamente, conforme atestado pelos textos de Qumran. Jesus Cristo é o Messias, de acordo com o testemunho uniforme do NT, e o verdadeiro rei sobre quem Balaão fala.
O ESPÍRITO SANTO EM AÇÃO - Fala-se diretamente sobre o E. Santo no cap. 11. Lá o Espírito é retratado como realizando duas funções: ungido para a liderança e inspirando a profecia. No v. 16, Moisés está pedindo ajuda ao Senhor em seus deveres de liderança. A resposta é que o Senhor tomará o Espírito que está sobre Moisés (identificado no v. 29 como o Espírito do Senhor) e o passará para seus líderes. Mesmo um líder como Moisés era incapaz de fazer tudo e precisava de uma liderança doada pelo Espírito para a realização de sua tarefa.
Quando o Espírito é dado aos anciãos, ele causa a profecia (v. 25). Somente o setenta anciãos nomeados profetizam. Quando Josué se queixa que dois dos anciãos no acampamento também estão profetizando, Moisés expressa o desejo de que todo o povo de Deus também recebesse seu Espírito e profetizasse. Essa esperança de Moisés é retomada em Jl 2.28-32 e é definitivamente cumprida no Dia de Pentecostes (At 2.16-21), quando o Espírito foi derramado e tornou-se disponível a todos.
ESBOÇO DE NÚMEROS
I. Instruções para a viagem do Sinai 1.1-10.10
Relato sobre a tomada do censo 1.1-4.9
1) Censo militar 1.1-2.34
2) Censo não militar: levitas 3.1-4.49

Instruções e relatos adicionais 5.1-10.10
1) Cinco instruções 5.1-6.27
2) Ofertas dos líderes 7.1-89
3) Levitas dedicados 8.1-26
4) Segunda Páscoa 9.1-14
5) Direção pela nuvem e fogo 9.15-23
6) As trombetas de prata 10.1-10

II. Relato da viagem do Sinai 10.11-36.13
Rebelião e punição da primeira geração 10.11-25.18
1)Relato da primeira marcha do Sinai 10.11-36
2) Queixas do povo 11.1-3
3) Ansiando por carne 11.4-35
4) Desafio para Moisés 12.1-16
5) Recusa a entrar na Terra Prometida 13.1-14.45
6) Instruções relacionadas às ofertas 15.1-41
7) Desafios à autoridade de Arão 16.1-18.32
8) Leis da purificação 19.1-22
9) A morte de Miriã e Arão 20.1-29
10) Do monte Hor às planícies do Moabe 21.1-35
11) Balaque e Balaão 22.1-25.18

Preparo da nova geração 26.1-36.13
1) Um novo censo 26.1-65
2) Instruções relacionadas à herança, ofertas e votos 27.1-30.16
3) Vingança sobre os midianitas 31.1-54
4) As tribos da Transjordânia 32.1-42
5) Itinerário do Egito até Moabe 33.1-49
6) Instruções para a ocupação de Canaã 33.50-36.13



Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo / Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo; Mundo Cristão, 2003.
Bíblia Plenitude
www.palavraprudente.com.br/estudos

Compilado por:  Asp. Cláudio Carmello

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EXÔDO

No gênesis falou-se dos Patriarcas; no Êxodo fala-se do povo.
A família de Jacob (Israel) tornou-se tão numerosa no Egito (onde fora ao encontro de José) que as rações anti-semitas não se fizeram esperar: "Eles são numerosos, são ricos, ameaçam a segurança da Nação..." (Ex.1-9).
Neste momento, o povo lembra-se que aquilo que é deve-o tão somente ao Senhor e só a Ele (Dt.6:21 ss) e é na saída do Egito que a Aliança com Deus vai ser concluída.
É normal que o plano do livro corresponde a estes dois acontecimentos: cap. 1-15: a libertação do povo; cap. 15-40: a promulgação da Aliança e a sua realização na construção de um Santuário que será, desde agora, o lugar de encontro entre Deus e o Seu Povo.
Moises vai ser a personagem principal; todavia, é O Senhor, invisível, que é o coração da história e do livro.

Autoria

Moisés, cujo nome significa “tirado das águas”, é a figura centra de Êxodo. Ele é o profeta hebreu que liderou os israelitas em sua saída do Egito. Êxodo é tradicionalmente atribuído a ele. Quatro passagens em Ex dão forte apoio à autoria mosaica de pelo menos boa parte do livro (17.14; 24.4,7; 34.27). Através de eventos variados e de encontros face a face com Deus, Moisés recebeu a revelação daquelas coisas que Deus desejava que ele soubesse. Assim, através do processo de inspiração do Espírito Santo, Moisés comunicou ao povo hebreu, tanto na forma oral como na escrita, esta informação que lhe foi revelada.

Data do Livro: Cerca de 1400 a.C. A Tradição conservadora data a morte de Moisés em algum tempo ao redor de 1400 a.C. Desta forma, é provável que o Livro de Êxodo tenha sido compilado nos quarentas anos anteriores, durante a caminhada pelo Deserto.

Palavra chave – Páscoa. A palavra "páscoa" significa "passagem": Deus "passou" sobre as casas aspergidas com sangue; e fez Israel "passar" sobre o mar vermelho. A partir daí inicia-se o tempo da redenção pelo sangue e da relação com o redentor.

Versículo chave - 12. 23

O capítulo central - 12. A páscoa é uma figura do pecado e salvação. Tem 5 características marcantes:
1. Julgamento divino; 

2. Uma vida por outra vida;
3. Sacrifício do cordeiro (vítima) 
4. Aspersão do sangue
5. Consagração dos primogênitos.


Pano de Fundo

Contexto: Êxodo é a continuação do relato do Gênesis, mostrando o desenvolvimento dum pequeno grupo familiar de setenta pessoas numa grande nação com milhões de pessoas. Os hebreus viveram no Egito por 430 anos, sendo que a maior parte do tempo em regime de escravidão. Êxodo registra o desenvolvimento de Moisés , a libertação de Israel do seu cativeiro, a sua caminhada do Egito até o monte Sinai para receber a lei de Deus e as instruções divinas a respeito da edificação do tabernáculo. O livro termina com a construção do tabernáculo como um lugar da habitação de Deus.

Propósito: Por meio da apresentação que Deus faz de si mesmo, o Livro do Êxodo mostra que o Senhor merece a confiança e obediência de seu povo.  Deus libertou Israel do Egito sustentou o povo no deserto, perdoou e fez com eles uma aliança deque seriam uma nação diferente, tendo o Senhor como o seu Deus.

Destinatários: O Êxodo foi dirigido, em primeiro lugar, para os israelitas que tinham crescido no deserto e pararam na fronteira da Terra Prometida, em Canaã.  Seus pais e avós eram os adultos que viveram no Egito, atravessaram o mar Vermelho, viram o aparecimento do primeiro maná, a entrega da lei no monte Sinai e outros acontecimentos registrados em Êxodo.  No entanto, as gerações seguintes também estavam cheios de expectativa para entrar na nova terra.  Podemos ver isso pela instituição das cerimônias comemorativas de eventos importantes, pelas provisões tomadas para o culto corporativo e pela ênfase dada no Pentateuco e por todo o Antigo Testamento na preservação daquilo que Moisés escreveu.
Características literárias: A visita de Jetro a Moisés é um ponto importante na estrutura do livro (Ex. 18).  Moisés resume os eventos anteriores, e a resposta de Jetro demonstra que as ações do Senhor têm um efeito proposital.  A oferta de Jetro de ajudar com os sacrifícios prepara o leitor para os capítulos subseqüentes sobre a adoração e a construção do tabernáculo.  A observação de Jetro a respeito da necessidade de leis e de organização da comunidade faz uma introdução para o material legal encontrado no livro.  Em outras palavras, o registro da visita de Jetro serve como uma hábil transição temática.

Temas
O tema principal do Êxodo é "a passagem do povo da servidão ao serviço."
O que unifica todo o livro é a revelação que Deus faz de si mesmo.  As confrontações com o Faraó e a libertação de Israel do Egito, a preservação de Israel no deserto e o recebimento das leis para a vida diária e para o culto servem para revelar o caráter essencial de Deus.  No Processo de identificar-se, o Senhor também deu aos israelitas uma identidade distinta como seu povo.  Devido ao que o Senhor fez pro eles, a identidade de Isael, seus privilégios e responsabilidades como nação foram construídos na associação de Israel com o próprio Deus.  Dessa maneira, questões como quem é Moisés e quais são as suas habilidades são respondidas em termos de quem é o Senhor.

Cristo Revelado: Moisés é um tipo de Cristo, pois ele liberta da escravidão. Arão funciona como um tipo de Jesus assim como o sumo sacerdote (28.1) faz intercessão junto ao altar do incenso (30.1). A Páscoa indica que Jesus é o Cordeiro de Deus que foi oferecido pela nossa redenção (12.1-22).
As passagens “EU SOU” no evangelho de João encontram a sua origem primeira no livro de Êxodo. João afirma que Jesus é o Pão da Vida; Moisés fala de duas maneira do pão de Deus: o maná (16.35) e os pães da proposição (25.30). João nos conta que Jesus é a luz do Mundo; no tabernáculo, o candelabro serve como fonte de luz permanente (25.31-40).

O Espírito Santo em Ação: No Livro de Êxodo, o óleo representa, de forma simbólica, o Espírito Santo. Por exemplo, o óleo da unção é um tipo do Espírito Santo, o qual é utilizado pra preparar tanto os fiéis como os sacerdotes para o culto divino (30.31).
O Fruto do Espírito Santo está listado em Gl 5.22,23. Uma listagem paralela também pode ser encontrada em Ex 34.6,7, que descreve os atributos de Deus como compassivo, clemente, longânimo, bom, fiel, e perdoador.
As referências mais diretas ao Espírito Santo podem ser encontradas em 31.3-11 e 35.30-36.1, quando cidadãos individuais são capacitados a tornarem-se exímios artífices. Através da obra capacitadora do Espírito Santo. As habilidades naturais destas pessoas foram enriquecidas e aumentadas a fim de que executassem as tarefas necessárias com excelência e precisão.

Esboço do livro
. A libertação miraculosa de Israel 1.1-13.16
A) A opressão dos israelitas no Egito 1.1-22
...Os descendentes de Jacó no Egito 1:1-14
...As parteiras poupam a vida aos recém-nascidos 1:15-22

B) O nascimento e a primeira parte da vida de Moisés 2.1-4.31
...O nascimento de Moisés 2:1-10
...Moisés mata um egípcio e foge para Midiã 2:11-22
...A morte do rei do Egito 2:23-25
...Deus fala com Moisés do meio da sarça ardente 3:1-22
...Moisés recebe poder para fazer prodígios 4:1-17
...Moisés volta para o Egito 4:18-31

C) O processo de libertação 5.1-13:16
Antes das Pragas 5:1-7:18
...Moisés e Arão falam a Faraó 5:1-5
...Faraó aflige os israelitas em respota 5:6-19
...Os israelitas queixam-se de Moisés e Araão 5:20-6:1
...Deus promete livrar os israelitas 6:2-13
...Genealogia de Moisés e Arão 6:14-27
...Deus anima Moisés a falar de novo a faraó 6:28-7:13
...O coração de Faraó mostra-se endurecido 7:14-18

Durante as Pragas 7:19-13:16
...Primeira Praga, das águas em sangue 7:19-25
...Segunda Praga, das rãs 8:1-15
...Terceira Praga, dos piolhos 8:16-19
...Quarta Praga, das moscas 8:20-32
...Quinta Praga, da peste nos animais 9:1-7
...Sexta Praga, das úlceras 9:8-12
...Sétima Praga, da saraiva 9:13-35
...Oitava Praga, dos gafanhotos 10:1-20
...Nona Praga, das trevas 10:21-29
...Deus anuncia a morte dos primogênitos 11:1-10
...A instituição da Páscoa 12:1-28
...Décima Praga, da morte dos primogênitos 12:29-36
...A saída dos israelitas do Egito 12:37-51
...Os primogênitos são consagrados a Deus 13:1-16

II. A jornada miraculosa até o Sinai 13.17-18.27
A) A Libertação junto ao mar Vermelho 13.17-15.21
...Deus guia o povo pelo caminho 13:17-22
...Deus anuncia a ruína dos egipcios 14:1-14
...A passagem pelo meio do Mar Vermelho 14:15-25
...Os egipcios perecem no mar 14:26-31
...O cântico de Moisés diante da providência divina 15:1-21

B) A provisão para o povo 15.22-17.7
...Em Mara, as águas amargas tornam-se doces 15:22-27
...O povo reclama carne e pão, Deus promete saciá-lo 16:1-10
...Deus manda codornizes e maná 16:11-36
...Jornada pelo deserto de Sim e a falta de água 17:1-7

C) A proteção contra os amalequitas 17.8-16
D) O estabelecimento dos anciões supervisores 18.1-27

III. As revelações miraculosas junto ao Sinai 19.1– 40.38
A) A chegada ao Sinai e a manifestação de Deus 19.1-25
B) Os dez mandamentos 20.1-21
...Moisés recebe os Dez Mandamentos 20:1-17
...O povo é provado 20:18-21

C) O Livro da Aliança 20.22-23.19
...Leis sobre ídolos e altares 20:22-26
...Leis sobre servos e homicidas 21:1-16
...Leis sobre amaldiçoadores dos pais ou ferem pessoas 21:17-32
...Leis sobre a propriedade 21:33-22:15
...Leis sobre a imoralidade e a idolatria 22:16-31
...Leis sobre testemunho falso e a injustiça 23:1-9
...Leis sobre o ano do descanso e o sábado 23:10-13
...Leis sobre as três festas 23:14-19

D) A proteção do Anjo de Deus 23.20-33
E) Israel confirma o concerto 24.1-18
F) Orientação a respeito do tabernáculo 25.1-31.18
...Deus manda o povo trazer ofertas para o tabernáculo 25:1-9
...A arca de madeira de acácia 25:10-16
...O propiciatório de ouro puro 25:17-22
...A mesa para os pães da proposição 25:23-30
...O candelabro de ouro 25:31-40
...As cortinas do tabernáculo 26:1-14
...As tábuas e travessões do tabernáculo 26:15-30
...O véu e o reposteiro do tabernáculo 26:31-37
...O altar dos holocaustos 27:1-8
...O átrio do tabernáculo 27:9-19
...O azeite puro 27:20-21
...Orientações sobre os sacerdotes 28:1-43
......Deus escolhe Arão e seus filhos para sacerdote 28:1-4
......O éfode 28:5-12
......O peitoral do juízo, o Urim e o Tumim 28:13-30
......O manto do éfode 28:31-35
......A lâmina de ouro puro 28:36-38
......Mais vestes sacerdotais 28:39-43
...O sacrifício e as cerimônias da consagração 29:1-30
...As ofertas diárias 29:31-46
...O altar do incenso 30:1-10
...O resgate da alma 30:11-16
...A pia de bronze 30:17-21
...O óleo da santa unção 30:22-33
...O incenso sagrado 30:34-38
...Os artífices da obra do tabernáculo 31:1-11
...O sábado santo e as duas tábuas do testemunho 31:12-18

G) O bezerro de ouro 32.1-35
...O povo impaciente pede um ídolo 32:1-14
...Moisés indignado quebra as tábuas do testemunho 32:15-24
...Moisés manda matar os idólatras 32:25-29
...Moisés intercede pelo povo a Deus 32:30-35

H) Arrependimento e renovação do concerto 33.1-35.3
...Deus não quer ir no meio do povo, mandará um anjo 33:1-11
...Moisés roga a Deus a sua presença 33:12-17
...Moisés roga a Deus que lhe mostre Sua glória 33:18-23
...As novas tábuas dos dez mandamentos 34:1-9
...Deus faz um pacto 34:10-28
...O rosto de Moisés resplandece 34:29-35
...Moisés reafirma o sábado 35:1-3

I) A construção do tabernáculo 35.4-40.33
...As ofertas para a construção 35:4-19
...A prontidão do povo em trazer ofertas 35:20-29
...Deus chama artífices para a construção 35:30-36:1
...Moisés entrega aos artífices as ofertas do povo 36:2-7
...As cortinas do tabernáculo 36:8-18
...A cobertura de peles e as tábuas 36:19-30
...Os travessões do tabernáculo 36:31-34
...Os véus e as colunas 36:35-38
...A arca 37:1-5
...O Propiciatório 37:6-9
...A mesa 37:10-16
...O candelabro 37:17-24
...O altar de incenso 37:25-29
...O altar do holocausto 38:1-7
...A pia de bronze e o átrio 38:8-20
...A enumeração das coisas do tabernáculo 38:21-31
...As vestes dos sacerdotes 39:1-32
...O tabernáculo é entregue a Moisés 39:33-43
...Deus manda levantar o tabernáculo 40:1-16
...O tabernáculo é levantado 40:17-33

J) A glória do Senhor enche o tabernáculo 40.34-38





  

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, estudo / Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo; Mundo Cristão, 2003, pág. 79.
bbliadeestudos.blogspot.com
www.jesse.com.br




Compilado pelo Asp. Cláudio Carmello
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